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Trombose na gravidez: quem tem maior risco?

Publicado em: 04/11/26
Atualizado em 05/11/2026
Tempo de leitura: 3 min.

A trombose na gravidez é uma preocupação frequente entre as gestantes. Durante esse período, as alterações na coagulação sanguínea podem aumentar o risco de formação de trombos. Entenda quais fatores contribuem para essa condição e quais cuidados ajudam na prevenção.

A trombose na gravidez é um assunto que tem despertado cada vez mais dúvidas entre as gestantes. Embora essa condição não seja recente, os avanços no diagnóstico contribuíram para aumentar a atenção sobre seus riscos.

Durante a gestação, o organismo passa por mudanças na coagulação sanguínea que podem favorecer a formação de trombos. Além disso, fatores como trombofilia, histórico familiar, obesidade, imobilidade e aumento do volume uterino podem contribuir para esse risco.

Vou explicar por que a gravidez favorece a trombose, quais situações merecem atenção e como o acompanhamento pré-natal pode ajudar na prevenção.

Trombose na gravidez: fatores de risco e prevenção

Muitas pacientes chegam ao consultório com dúvidas sobre os riscos dessa condição e sobre o que podem fazer para preveni-la.

A trombose sempre existiu, mas acredito que, atualmente, os diagnósticos são realizados com mais precisão. Isso faz com que o assunto esteja mais presente nas conversas e desperte a atenção das mulheres durante a gestação.

É importante entender que a própria gravidez já representa uma situação de maior risco para trombose. Além das mudanças naturais do organismo, existem outros fatores que precisam ser considerados durante o acompanhamento obstétrico.

Por que a gravidez aumenta o risco de trombose?

Durante a gestação, o organismo feminino passa por diversas transformações, incluindo alterações na coagulação sanguínea.

Essas mudanças podem favorecer a formação de trombos, aumentando o risco de trombose durante a gravidez.

Portanto, mesmo uma gestante sem outras condições associadas apresenta um risco aumentado em relação ao período fora da gestação.

Além disso, existem situações específicas que podem contribuir para esse risco, como a presença de trombofilias e o histórico familiar de trombose.

As trombofilias são condições relacionadas a uma maior predisposição à formação de coágulos sanguíneos.

Quando existe uma suspeita clínica ou fatores de risco que justifiquem a investigação, é importante avaliar a possibilidade de trombofilia e definir a necessidade de tratamento.

Também considero fundamental conhecer o histórico familiar da paciente, especialmente quando existem casos de trombose na família.

Quais fatores podem favorecer a trombose durante a gestação?

Além das alterações na coagulação sanguínea, existem outros fatores que podem aumentar o risco de trombose na gravidez.

Um deles é a falta de movimentação. Gestantes que permanecem muito tempo paradas ou em repouso prolongado podem apresentar maior risco de desenvolver trombose.

A obesidade também merece atenção, assim como a idade materna mais avançada, que representa outro fator de risco.

Outro aspecto importante está relacionado ao crescimento do útero durante a gestação.

Conforme o volume uterino aumenta, pode ocorrer uma compressão das veias pélvicas, responsáveis pelo retorno do sangue dos membros inferiores.

Essa compressão pode dificultar a circulação sanguínea e favorecer situações de trombose.

Em gestações com bebês muito grandes ou em gestações gemelares, esse fator pode ser ainda mais significativo, devido ao maior volume uterino.

Por isso, é importante avaliar o conjunto de condições presentes em cada gestação, considerando tanto os fatores individuais quanto as mudanças naturais desse período.

Como reduzir o risco de trombose na gravidez?

A prevenção da trombose durante a gravidez envolve cuidados que devem fazer parte do acompanhamento da gestante.

O primeiro deles é realizar um bom pré-natal. Durante as consultas, posso avaliar os fatores de risco e orientar as medidas mais adequadas para cada paciente.

A prática de exercícios físicos, quando liberada pelo obstetra, também é importante. Manter o corpo em movimento contribui para a circulação sanguínea e ajuda a evitar os efeitos da imobilidade prolongada.

Outra medida que pode ser recomendada é o uso de meias de compressão adequadas, conforme a necessidade de cada gestante.

Esses cuidados devem ser individualizados, principalmente quando existem condições associadas, como trombofilia, obesidade ou histórico familiar de trombose.

A gravidez, por si só, já aumenta o risco de trombose. Quando outros fatores estão presentes, a atenção precisa ser ainda maior.

Por isso, reforço a importância de um acompanhamento pré-natal adequado, da movimentação orientada e da avaliação dos fatores de risco ao longo da gestação.

Perguntas frequentes(FAQ)

A gravidez aumenta o risco de trombose?

Sim. Durante a gestação, ocorrem alterações na coagulação sanguínea que podem favorecer a formação de trombos.

O que é trombofilia e qual sua relação com a gravidez?

A trombofilia é uma condição que favorece a formação de coágulos sanguíneos. Quando existe suspeita ou indicação clínica, pode ser necessária uma investigação e avaliação do tratamento.

Ficar muito tempo em repouso pode aumentar o risco de trombose?

Sim. A falta de movimentação e o repouso prolongado podem contribuir para o desenvolvimento de trombose durante a gravidez.

Uma gravidez de gêmeos apresenta maior risco de trombose?

Pode apresentar. O maior volume uterino pode aumentar a compressão das veias pélvicas, favorecendo situações de trombose.

Como prevenir a trombose durante a gravidez?

O acompanhamento pré-natal, a prática de exercícios físicos orientados e o uso de meias de compressão quando indicadas são medidas que podem ajudar a reduzir o risco.

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